Semeando


Gostar de alguém
12 de maio de 2017, 20:42
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Visitei a Escola de Ensino Básico Ari Manoel dos Santos recentemente para falar com turmas entre o 1º e o 6º anos.

Para minha alegria, todos me receberam muito bem, inclusive os mais velhos e supostamente mais difíceis. As professoras também gostaram da apresentação, com agradecimentos e elogios ao trabalho.

Já na saída, uma menina veio me dizer: “gostei muito de ti.” Tem recompensa maior?

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Semeando no chá de bebê
12 de maio de 2017, 20:31
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No último sábado, uma amiga fez um chá de bebê no Restaurante Cachoeira, na Costa da Lagoa.

Combinei uma surpresa com as irmãs dela, que organizaram a festa: dar um recadinho do Semeando, uma mensagem de paz como boas vindas para o neném que virá.

Ela ficou muito agradecida e eu fiquei feliz em contribuir do meu jeito e ter tido mais essa oportunidade de “semear”.



Um dia emocionante na LBV
25 de abril de 2017, 0:41
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Fui convidada para contar histórias na LBV (Legião da Boa Vontade), no dia Nacional do Livro Infantil. Os ouvintes eram crianças assistidos pela entidade fora do horário escolar. Logo o auditório ficou lotado, com aproximadamente 50 delas. Comecei a falar de Monteiro Lobato, e o quanto ele ficou famoso pelas histórias infantis. Contei de cor o primeiro capítulo de Reinações de Narizinho e li parte do segundo capítulo.

Então passei a falar do Semeando. Logo no início da fábula do Beija-Flor, alguns meninos ficaram inquietos, assobiando, e tirando minha concentração. Então eu disse: “Adoro contar histórias, mas só para quem gosta de ouvir. Quem não quiser, não me ofendo nem um pouco se quiser sair. E quem quiser ouvir, pode vir ficar nas primeiras filas, bem pertinho de mim.” Metade do grupo se retirou.

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Os que ficaram ouviram com muita atenção “O Destino de Nayarana” e “A Semente da Verdade”. Ao final, uma menina, aparentando no máximo uns 8 anos, se levantou, e veio me agradecer. Parecia um adulto:

“Quero agradecer muito a senhora ter vindo contar essas histórias. Eu gostei muito e tenho certeza que todos gostaram também. Isso alegrou o nosso coração; nos trouxe muita alegria. Eu também estou escrevendo um livro.”

“É mesmo? Que beleza! E como é a história?”

“É sobre um pirata, mas um pirata de bom coração, não era mau como os outros. Ele um dia, em alto mar, viu uma ilha. Só ele via essa ilha. Os outros riam, maltratavam ele e davam todo tipo de trabalho pesado pra ele fazer. Mas ele queria provar que a ilha existia de verdade. Depois de algum tempo, ele nadou, nadou e chegou na ilha que só ele via, onde tudo era lindo! Aí a história continua…”

“Que maravilha! É isso mesmo, as pessoas boas vêm com os olhos do coração, um lugar de paz, de beleza e de bondade. E o melhor é que elas procuram construir esse lugar onde estão. Todos nós podemos fazer um lugar lindo assim! Parabéns! Quando seu livro estiver pronto, quero ser convidada para a noite de autógrafos.”

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Fiquei muito emocionada com o relato dessa menina, e também pelos abraços e beijos que ganhei, durante e depois das fotos. O convite de voltar e passar o dia inteiro lá, conversando com o turno da manhã e o da tarde foi prontamente aceito, aguardando apenas marcarem a data!

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Entre música e lanches
12 de abril de 2017, 22:31
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Fui convidada para a Festa da Família da EEB Simão José Hess, na Trindade, em Florianópolis. O evento foi lindo, com muitos pais e apresentações musicais e de trabalhos dos alunos, além de um lanche delicioso.

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Falei por uns 20 minutos sobre o Semeando. Embora as crianças estivessem impacientes pelas apresentações que fariam e pelo lanche que as esperava, minha participação foi boa.

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A diretora ficou muito grata e quer me convidar no futuro para falar aos alunos de sala em sala, que é o que mais gosto de fazer.



Um reencontro feliz
14 de março de 2017, 1:04
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Davi, meu netinho do coração, foi para o primeiro ano na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ari Manoel dos Santos, em Garopaba. Logo no primeiro dia de aula, levou seu exemplar do Semeando para a professora, pedindo que ela lesse para seus colegas. A professora gostou do livro, apresentou-o à diretora, que me convidou para conversar com todas as turmas do colégio.

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Aproveitei a semana do sexto aniversário do Davi para visitar turmas do 1º ao 5º ano. Algumas crianças lembraram de mim, de quando estive na creche que frequentavam e depois na pré-escola. Foram muito carinhosas, demonstrando alegria em me receber e participando das dinâmicas com entusiasmo.

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A escola é nova e bem equipada, organizada e tem uma equipe comprometida. Fiquei feliz por saber que o Davi está em boas mãos e que até o final do ano será ele próprio mais um leitor do Semeando.

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Carinho de criança
23 de novembro de 2016, 1:11
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De volta a Florianópolis, visitei a Escola Básica Vitor Miguel de Souza, no Itacorubi. Falei aos alunos do primeiro ano, e foi muito animada a nossa reunião.

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Recebi o carinho de ser presenteada com muitos desenhos feitos por eles, que também se distraíram colorindo as folhas que levei.

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Após o recreio, aproveitando minha estada, ainda conversei com a turma do segundo ano. Em 2017 devo voltar e me encontrar com novas turmas.

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Nem sempre é fácil
23 de novembro de 2016, 1:03
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A diretora de uma escola estadual de Niterói me chamou para falar aos alunos de duas turmas do 6º. Ano. Ela havia ganhado o Semeando de presente da irmã, que comprou o livriho na Costa da Lagoa. Fiquei animada: conversar com adolescentes até então tinha sido um desafio muito estimulante e enriquecedor. Nunca tive medo ou qualquer tipo de problema com eles, pelo contrário, sempre fui bem recebida.

Logo percebi que não seria fácil minha empreitada: alunos de 12 a 16 anos, de famílias desestruturadas, vivendo em ambiente hostil, tendo a escola como única possibilidade de contato com a civilidade. Após me apresentar à primeira turma, a diretora precisou ficar pedindo silêncio, chamando a atenção de um ou de outro todo o tempo. Eles conversavam, riam, se empurravam, trocavam de lugar, batiam com a mesa no chão, arrastavam as cadeiras, num barulho que tornava impossível me ouvirem. Ou demostravam claramente seu desinteresse, debruçados sobre a mesa, bocejando alto ou se espreguiçando…

Quando, à duras penas, finalizei a fábula do Beija-Flor, perguntei se alguém tinha uma sugestão para um final feliz para a história, ao que um garoto respondeu: “O Beija-Flor morreu queimado”. E a turma inteira caiu na gargalhada. Foi difícil conter as lágrimas. Depois de tentar outras dinâmicas, sem sucesso, um garoto, sentado mais próximo de mim, disse baixinho: “Professora, eu peço desculpas em nome da turma”. Agradeci comovida. Pelo menos esse aluno foi solidário: aquele pequeno mundo não estava de todo perdido.

Falei no vazio. Não tive contato visual com nenhum deles. Não consegui olhar nos olhos de ninguém enquanto falava. Isso foi o mais triste de tudo: a constatação de que meu trabalho foi em vão.

Hora do recreio: momento para beber água e recuperar o fôlego para encarar a outra turma. Um dos alunos sugeriu nos posicionarmos em círculo, o que facilitou a dinâmica. Este teria sido o pior dos grupos para quem já falei, se eu não tivesse conhecido o anterior. Bem ou mal, conseguimos fazer algumas dinâmicas. Até me animei a registrar esse encontro em fotos.

Como é difícil o trabalho da diretora dessa escola. Gerenciar um lugar sem recurso algum, num lugar tão carente de valores. E tendo que ser, além de administradora, mãe, psicóloga, assistente social, mediadora de conflitos de todo tipo e ver seu trabalho tão pouco reconhecido pelo Estado.

Voltei muito triste. Nem tanto pelo fracasso do meu esforço, mas muito mais por constatar a falência da educação. E saber que esta triste realidade é o retrato do Brasil, que pouco investe no único item capaz de torná-lo uma nação próspera e respeitável.

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